...Por aquilo que, quase sempre, sem intenção, te fiz sofrer...
Perdoa-me, porque já o fizeste outras vezes... (afinal foi possível)...
Mas, se alguma mágoa te ficar, porque é natural alguma cicatriz restar,
Não me julgues mal, por favor
Julga-me sempre com o lado bom (que o tens) da tua consciência...
Julga-me, pesando, também, algumas coisas boas que te dei, por aquilo que fiz-porque faz parte dum compromisso eterno- e que, queiram ou não, serão eternamente nossas...
Sei que tens um coração enorme, sensível para muitas, para quase todas as coisas, às vezes demasiado sensível...
Perdoa-me, porque tenho sido um eterno arrependido...
Não tenho conseguido, embora o tenha sempre tentado, acabar de vez com algumas cinzas dum passado ao qual quase nem pertences. Para o qual nunca serias capaz de contribuir, porque és carinhosa, boa, receptiva, irradias paz , curiosamente as coisas mais importantes num mundo de guerras que travamos na procura de uma felicidade que merecemos...
Perdoa-me porque tens o dom, raro, de saber perdoar.
Perdoa-me e deixa que te aqueça a alma com o calor da fogueira que, em boa hora, acendemos...Porque não quero que se apague o calor dos momentos mágicos que vivemos, que também são a razão das nossas existências...
Já te vi chorar por culpa minha...Que remorsos sinto ainda...que traição ao pacto sagrado que selamos...
As tuas lágrimas afogam-me, porque mereço esse castigo. Porém, tens sempre uma bóia de salvação, de perdão, para me resgatar do turbilhão dessas culpas onde mergulho...
Como foi bom, reconheço-o sempre, teres-te cruzado no meu caminho.Um caminho que procurei como um louco desde o dia em que te vi. Graciosa, envergonhada da tua própria beleza, confiante, porém , no dia que te traria felicidade. A nossa felicidade... A felicidade que, creio inconscientemente, posso perder...
E tu lembras-te, tão bem, como eu desse dia...Porque ja falámos tantas vezes dele. Porque inesquecível! Porque foi o dia de todos os sentimentos...
E como há sentimentos tão dificeis de explicar...mesmo refugiando-me neste monólogo escrito que só pode servir como simples acto de contricção...
Que cobardia esta de querer dizer-te, desta forma, e não olhos nos olhos, lábios com lábios, que és o farol que orienta a minha vida.
És, afinal a alma gémea que o destino quis fosse a minha...
Perdoa, porque é sempre possível e tu , com ningém o sabes e podes fazer...
sexta-feira, 20 de julho de 2007
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